Perguntas frequentes
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antes de marcar.
Reuni aqui o que mais me perguntam — inclusive o que costuma ser perguntado baixinho, no fim da sessão.
Antes de começar
Como sei que é hora de procurar terapia?
Não existe critério mínimo de sofrimento. Uma pergunta mais útil que "é grave o suficiente?" é: o quanto isso está me custando? Se está custando sono, relações, presença no próprio corpo ou capacidade de descansar, já é motivo.
Também é legítimo procurar sem crise nenhuma — para se conhecer, para decidir algo, para atravessar uma mudança.
Qual a diferença entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista?
Psicólogo tem graduação em Psicologia e registro no Conselho Regional; conduz psicoterapia e não prescreve medicação.
Psiquiatra é médico: diagnostica e prescreve.
Psicanalista designa quem trabalha dentro da psicanálise — pode ou não ter formação em Psicologia. Vale sempre conferir o registro profissional.
Como confiro se você é registrada mesmo?
Pelo Cadastro Nacional de Psicólogos, do Conselho Federal. Meu registro é o CRP 03/34013. Recomendo checar o de qualquer profissional, não só o meu.
Sobre o processo
Quanto tempo dura uma terapia?
Depende da demanda, e quem promete prazo está inventando. Processos focados em uma questão delimitada podem durar alguns meses. Trabalhos com trauma ou questões de longa data costumam levar mais.
O que dá para combinar é revisar juntas de tempos em tempos se está fazendo sentido.
Com que frequência são as sessões?
Semanal na maior parte dos casos. Em alguns momentos faz sentido intensificar, em outros espaçar. Isso é decidido junto, não imposto.
Posso parar quando quiser?
Pode, a qualquer momento — é um direito seu e não precisa de justificativa.
O que costumo pedir é uma sessão de encerramento em vez de um sumiço. Fechar bem faz parte do trabalho, e deixa a porta aberta para voltar.
O que você anota?
Registros clínicos, protegidos por sigilo e guardados conforme a Resolução CFP nº 001/2009. Servem para eu acompanhar o processo, não para avaliar você.
O que você conta para outras pessoas?
Nada. O sigilo é garantido pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo.
As exceções são estreitas e previstas em lei — situações de risco de vida ou determinação judicial. Se alguma delas aparecer, você fica sabendo por mim primeiro.
Formato e prática
Terapia online funciona igual à presencial?
A pesquisa disponível não aponta diferença relevante de resultado para a maior parte das demandas. O que muda é o enquadre: precisa de um lugar em que você possa falar sem ser ouvida, e de conexão estável.
Atendimento online por psicólogo no Brasil é regulamentado pela Resolução CFP nº 11/2018 e exige cadastro do serviço no Conselho.
Preciso de silêncio total em casa?
De privacidade, mais que de silêncio. Fone de ouvido resolve boa parte. Se em casa não der, dá para pensar em alternativas — carro, sala reservada no trabalho.
Você atende casal ou família?
Trabalho com terapia sistêmica, que olha a pessoa dentro das relações de que faz parte. Encontros com casal ou família são um recurso possível, avaliado caso a caso.
Muita coisa relacional se trabalha bem no atendimento individual — mudar a própria posição já rearranja o sistema.
Preciso saber desenhar para fazer arteterapia?
Não, e quem sabe desenhar às vezes tem até mais dificuldade, porque se preocupa com o resultado. Não se olha qualidade: olha-se o que apareceu.
E é sempre convite, nunca tarefa. Se não fizer sentido naquele dia, não se faz.
Não achou a sua pergunta?
Me escreva. Responder dúvida antes de agendar faz parte do trabalho.